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Mundial Feminino de Hóquei sobre Patins 2026: Espanha, Argentina, Itália e Portugal nas Semifinais — Brasil Luta pelo 5º Lugar Contra o Chile

Primeira fase do World Skate Games 2026 chega ao fim em Assunção com a confirmação das quatro grandes potências nas semifinais. Seleção Brasileira Feminina honrou a camisa com muita vontade e bravura, apesar de todas as dificuldades. Agora, enfrenta o Chile no início da disputa do 5º ao 8º lugar.


Chegou ao fim a primeira fase do Mundial Feminino de Hóquei sobre Patins 2026, disputado em Assunção, no Paraguai, dentro do World Skate Games. E, como se antevia desde o início do torneio, as quatro grandes potências mundiais da modalidade confirmaram sua força e carimbaram a vaga nas semifinais: Espanha, Argentina, Itália e Portugal seguem na disputa do título mundial.

Espanha mostra sua supremacia e vence todos jogos da primeira fase. Itália também é 100% no outro grupo.

A Seleção Brasileira Feminina, que travou uma batalha difícil ao longo da primeira fase, inicia agora a disputa do 5º ao 8º lugar — enfrentando o Chile no primeiro confronto. Um duelo que define posicionamentos finais importantes para as próximas edições do calendário mundial.


As Quatro Grandes nas Semifinais

A primeira fase do Mundial Feminino confirmou aquilo que o próprio torneio foi mostrando desde o começo: o hóquei sobre patins feminino mundial é dominado por quatro potências consolidadas. Espanha, Argentina, Itália e Portugal demonstraram, mais uma vez, estar em um patamar técnico, físico e tático muito acima das demais seleções.

As semifinais colocarão frente a frente essas quatro gigantes da modalidade — em jogos que prometem ser verdadeiros clássicos do hóquei sobre patins mundial. A decisão do título ficará entre essas quatro seleções, que vêm investindo há décadas em formação, calendário consistente e estrutura competitiva.

Para o restante do mundo, fica a disputa das demais posições — e o aprendizado que vem de competir em um Mundial do mais alto nível técnico.


 Brasil: Vontade, Bravura e Muita Honra

A trajetória da Seleção Brasileira Feminina no Mundial de Assunção merece ser destacada por aquilo que verdadeiramente importa: o compromisso das atletas com a camisa amarela e verde. Diante de todas as dificuldades — estruturais, de preparação, de calendário, de recursos — as meninas entraram em quadra em cada jogo com muita vontade, bravura e orgulho de representar o Brasil.

Enfrentaram potências mundiais sabendo que a diferença técnica era enorme. Mesmo assim, não baixaram a cabeça. Mesmo diante de resultados adversos, não se intimidaram. Lutaram em cada bola, em cada jogada, em cada minuto.

A vitória sobre o México, no primeiro grande resultado da campanha, mostrou que a seleção tem jogadoras capazes de competir em alto nível internacional. Francine Silva, Maria Castelo, Anny Margareth Silva, Brígida Maia, Ana Júlia Portela, Ana Lícia Silva, Andréa Regueira, Anna Julia Borges, M. Antonia Sother e M. Victória Balceiro fizeram tudo o que estava ao seu alcance para representar o Brasil da melhor forma possível.

Elas são exemplo. Exemplo de dedicação, de amor pela modalidade, de persistência diante das adversidades. O Brasil se orgulha de cada uma delas.


O Retrato do Momento Atual do Hóquei Feminino Brasileiro

Mas, para além do justo reconhecimento ao esforço das atletas, o Mundial de Assunção também expôs — com muita clareza — a fragilidade do atual momento do hóquei sobre patins feminino brasileiro. Os resultados em quadra, as diferenças de nível técnico, a dificuldade em competir de igual para igual com as potências mundiais são sintomas de um problema maior.

Mesmo com todas dificuldades na primeira fase, a Seleção Brasileira foi guerreira e agora precisa esquecer o que ficou pra trás e pensar no futuro.

O hóquei sobre patins feminino brasileiro precisa, urgentemente, de uma nova forma de gestão da modalidade no Brasil. Não se trata apenas de culpar atletas, treinadores ou dirigentes isoladamente. Trata-se de repensar o modelo como um todo — da base ao alto rendimento, da estrutura dos clubes ao calendário nacional, do investimento em formação ao suporte à seleção nacional.

Alguns pontos que precisam ser enfrentados:

•⁠ Calendário nacional consistente — competições regulares, com nível competitivo e visibilidade, em todas as categorias
•⁠ ⁠Investimento sério na base — mais clubes com equipes femininas, mais meninas em formação, mais escolinhas ativas
•⁠ ⁠Suporte estrutural à seleção nacional — tempo de preparação adequado, intercâmbios internacionais, recursos para a comissão técnica
•⁠ ⁠Gestão profissional e transparente — planejamento estratégico de longo prazo, prestação de contas, metas claras
•⁠ ⁠Integração entre clubes e seleção — alinhamento de calendários, liberação de atletas, trabalho coordenado
•⁠ ⁠Visibilidade e patrocínios — mídia, redes sociais, parcerias que valorizem o esporte feminino

Sem mudanças profundas, estruturais e urgentes, o Brasil corre o risco de ficar cada vez mais distante das potências mundiais — e de perder, geração após geração, o potencial de atletas talentosas que o país tem para oferecer ao hóquei sobre patins mundial.


O Próximo Desafio: Brasil x Chile

A disputa do 5º ao 8º lugar começa agora para o Brasil. O primeiro adversário será o Chile — uma das grandes potências sul-americanas e, ao lado da Argentina, parte do grupo de seleções com nível técnico muito acima das demais do continente.

Será mais um teste duríssimo. Mas, para a Seleção Brasileira, também é mais uma oportunidade de honrar a camisa, de competir de igual para igual (ou com o máximo de intensidade possível) e de encerrar a participação no Mundial com uma colocação digna.

Brasil x Chile promete ser um jogo de altíssima intensidade — tradicional nos confrontos entre as duas seleções. Que as nossas meninas entrem em quadra com a mesma garra, bravura e amor pela camisa que mostraram em toda a competição.

Acompanhe o jogo e comente conosco:


Um Mundial Que Deixa Lições

O Mundial Feminino de Hóquei sobre Patins 2026, em Assunção, chega à sua fase decisiva. Para as quatro grandes potências — Espanha, Argentina, Itália e Portugal — resta a disputa pelo título. Para o Brasil e para as demais seleções, resta o aprendizado, a reflexão e o compromisso de voltar mais forte na próxima edição.

A fragilidade exposta não deve ser motivo de desânimo. Deve ser combustível para a mudança. Combustível para os dirigentes, para os clubes, para os técnicos, para as atletas e para todos aqueles que amam o hóquei sobre patins feminino brasileiro.

O futuro depende de hoje. Da capacidade de olhar para o espelho com honestidade, reconhecer os problemas e agir com coragem para transformá-los. O Brasil tem potencial. Tem talento. Tem história. O que precisa é de gestão à altura dessas qualidades.


TV OK Brasil na Cobertura

📌  A TV OK Brasil continua acompanhando de perto a participação brasileira no World Skate Games 2026, com informações, análises e transmissões simultâneas aos jogos oficiais da worldskate.tv — sempre pelo canal TV OK Brasil no YouTube.

Vamos juntos empurrar a Seleção Brasileira Feminina na disputa do 5º ao 8º lugar! Que as nossas meninas entrem em quadra contra o Chile sabendo que o Brasil está com elas. Pela camisa. Pela paixão. Pelo futuro do hóquei sobre patins feminino brasileiro.

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| Reportagem publicada: no portal tvokbrasil.com.br
| Fontes: Confederação Skate Brasil (CSB) e World Skate
| Fotos: lebkuchenhaus-productions

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