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As Lacunas de 2025: Um Convite à Reflexão sobre o Futuro do Hóquei no Brasil

O hóquei sobre patins brasileiro vive, sem dúvida, um momento especial. Em diferentes regiões do país, cresce o número de escolinhas, aumenta a presença de crianças e jovens iniciando na modalidade e se renova a esperança de um futuro mais sólido para o esporte. Esse movimento é valioso, necessário e merece ser celebrado.

No entanto, junto com esse crescimento, surgem também lacunas importantes que precisam ser observadas com atenção — não como críticas, mas como pontos de reflexão coletiva para atletas, clubes, dirigentes e entidades.

Em um país com dimensões continentais como o Brasil, a organização de competições regionais é fundamental para a manutenção do atleta na modalidade. É a competição regular que dá sentido ao treino, cria pertencimento, estimula o desenvolvimento técnico e, principalmente, evita o abandono precoce de atletas que não encontram continuidade em sua trajetória esportiva.

O que se observa em 2025, porém, é que esse elo entre iniciação e competição ainda não está plenamente consolidado.

No Ceará, por exemplo, apesar da existência de escolinhas e do trabalho de base em andamento, não houve a realização de torneios nas categorias de base nem no sênior feminino, deixando uma lacuna importante no processo de desenvolvimento e retenção de atletas.

Em Pernambuco, o cenário chama ainda mais atenção. Em 2025, foi realizado apenas o campeonato sênior masculino, em um estado que é campeão brasileiro nas categorias de base e que também foi campeão e vice-campeão nacional no sênior feminino. A ausência de competições locais nessas categorias contrasta com o potencial e a tradição já demonstrados.

No Rio de Janeiro, mesmo com a prática do hóquei acontecendo em cidades vizinhas, não se organiza um campeonato estadual há bastante tempo, o que dificulta a consolidação de um calendário e a criação de rivalidades esportivas saudáveis que fortalecem a modalidade.

Em São Paulo, a ausência do Clube Internacional de Regatas nos campeonatos regionais foi sentida. Além disso, o título do sênior masculino ainda não foi definido, mesmo dependendo apenas de dois clubes da mesma cidade, o que evidencia a necessidade de maior fluidez e previsibilidade nas competições.

Esses exemplos não devem ser encarados como falhas isoladas, mas como sinais de alerta. O crescimento das escolinhas precisa caminhar junto com a organização de campeonatos, em todas as categorias possíveis. Caso contrário, corre-se o risco de formar atletas que, sem perspectiva competitiva, acabam se afastando das quadras.

O hóquei brasileiro precisa transformar o atual momento de expansão em estrutura, continuidade e planejamento. Manter as quadras cheias passa por oferecer jogos, desafios, objetivos e pertencimento. Passa por criar ambientes onde atletas que começam possam vislumbrar um caminho claro de evolução.

Este texto não é um apontamento de erros, mas um convite à reflexão e à construção coletiva. Atletas, clubes, dirigentes e entidades têm um papel fundamental no preenchimento dessas lacunas. O diálogo, a cooperação e a vontade de organizar são ferramentas tão importantes quanto qualquer treino.

Que 2025 seja lembrado não apenas como um ano de crescimento nas escolinhas, mas como o ponto de partida para calendários mais completos, quadras mais cheias e um hóquei brasileiro cada vez mais vivo.

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